Drugo

Esta animação da Comissão Global de Políticas sobre as Drogas ilustra e resume muito bem tudo que penso sobre a guerra às drogas. Violência gera violência, diria o Profeta Gentileza. Um mundo com opressores, oprimidos e alguém ficando muito rico, enquanto animais acuados e sempre desamparados, sem nada a perder, resolvem atacar. E aí o ciclo renasce, revolta. Está tudo errado e nós podemos consertar através da educação, tando dos amigos quanto dos inimigos do Drugo. Este sim é o caminho.

Grande trabalho de Marcello Serpa e toda a turma da AlmapBBDO.

Quem tiver interesse, pode ver também o making off abaixo:

DJ Calvin Harris

E quem encabeça a lista dos DJs mais bem pagos do mundo é o produtor musical britânico Calvin Harris, pelo 2º ano consecutivo.

Em 2013, Calvin Harris havia arrecadado $46 milhões. Apenas um ano depois, impulsionado pelas residencias nos festivais de Coachella e Las Vegas, o DJ aumentou sua fortuna em $20 milhões, chegando a $66 milhões ao todo em 2014.

Quando comparamos o seu desempenho financeiro com outros top DJs, seu sucesso fica ainda mais evidente. Pra você ter uma ideia, a medalha de prata neste pódio está no pescoço de um DJ muito conhecido, o francês David Guetta. Mas sabe quanto ele acumula neste momento? “Apenas” $30 milhões. São $36 milhões a menos que Harris!

E Armin van Buuren? Onde o holandês que já foi considerado o melhor DJ do mundo algumas vezes está neste lista? Com $12 milhões, van Buuren está em 12º, empatado com o greco-sueco Steve Angello. São 5 vezes menos que o acumulado por Harris. Aliás, o acumulado de ambos chega a 1/3 da grana que o DJ britânico tem guardado em sua conta na Suíça.

Interessante perceber que nenhum dos DJs residentes da Tomorrowland, o maior festival de música eletrônica do mundo, estão na lista das maiores fortunas do mundo da música eletrônica, embora os belgas Dimitri Vegas & Like MikeRomeo Blanco e Yves V já estejam entre os melhores DJs do mundo, certamente.

Sem mais, a lista completa dos DJs mais ricos do mundo você encontra abaixo:

1. Calvin Harris — $66 milhões

2. David Guetta — $30 milhões

3. Avicii — $28 milhões

3. Tiësto — $28 milhões

5. Steve Aoki — $23 milhões

6. Afrojack — $22 milhões

7. Zedd — $21 milhões

8. Kaskade — $17 milhões

9. Skrillex — $16.5 milhões

10. Deadmau5 — $16 milhões

11. Hardwell — $13 milhões

12. Armin van Buuren — $12 milhões

12. Steve Angello — $12 milhões

O G1 publicou uma matéria, já bastante compartilhada nas redes sociais, com o registro em vídeo feito pela FUNAI sobre o dito “primeiro” contato dos indígenas que vivem “isolados” numa aldeia dentro do Estado do Acre, próximo da fronteira com o Perú, região do Alto Rio Envira.

Diferente de quem apenas lê fotos e figuras e nunca lê a matéria até o final, mais que os pintos amarrados na cintura, duas coisas chamaram minha atenção neste “primeiro” contato:

1. No vídeo, o funcionário da FUNAI que fazia a filmagem dizendo a todo momento "no, no, no" querendo dizer “não”, como se os índios “isolados” falassem inglês ou espanhol.

2. Nos depoimentos do antropólogo da FUNAI Terri Aquino e do jaminawá José Correia, indígena que acompanhou a missão por sua linhagem usar o mesmo traço linguístico dos visitantes, fica claro que o contato com o homem branco brasileiro foi buscado por necessidade de obter armamento pois a tribo “isolada” teria sido muito massacrada por não indígenas, possivelmente do lado peruano, que tocaram fogo em suas casas há dois anos, quando muitas pessoas teriam morreram de difteria e gripe - doenças que não existem num ambiente indígena realmente isolado.

Aí geral diz: - “Que legal, ainda existem índios isolados! Parabéns, FUNAI, que permaneçam assim!”; ou - “Isso que é índio de verdade, não esses que usam roupa e ganham dinheiro cobrando pedágio nas estradas que cortam as reservas sem querer fazer nada pra agradar a Deus!”, dentre outras opiniões rasas.

Mas ninguém, ninguém, presta atenção no que importa, um erro crasso logo no título da matéria e que fiz questão de destacar neste texto usando aspas: esses índios, pouco conhecidos é verdade, não estão mais isolados há pelo menos dois anos e como tantas outras tribos indígenas que vivem e viveram em território brasileiro (pois várias foram dizimadas antes mesmo de entrar nos livros de história), elas tentam sim viver isoladas, mas assim como há 500 anos, não indígenas ou indígenas impuros invadem seus territórios por conta de dinheiro em forma de terras e todo tipo de matéria-prima.

Ainda que em menor número, os invasores estranhos são muito mais fortes, numa medida muito desproporcional, tipo Israel contra Palestina. Desesperados, esses índios saem em busca de tecnologia e armas, para tentar enfrentar o inimigo com algo que meta mais medo que arco e flecha - e conseguiram, vimos esses índios com facões, machados e até espingarda, instrumentos dados provavelmente pela própria FUNAI.

Mas aí eu lhe pergunto: este é o papel da Fundação Nacional do Índio? Simplesmente entregar um punhado de armas para indígenas que querem viver isolados mas que estão sob ameaça constante de invasores? Pra mim, não. E a responsabilidade não é apenas da FUNAI, mas também do Exército Brasileiro, já que estrangeiros estariam invadindo o país ilegalmente, e também da Polícia Federal, uma vez que eles estão acharcando e assassinando brasileiros.

Mas, bem, isso tudo é muito complicado. Melhor ficar pensando que é bonitinho saber que existem índios vivendo isolados mesmo sem serem de verdade e viver achando que índios intocados são melhores que índios “civilizados”, como se a culpa da civilidade adquirida fosse culpa toda dos índios e que os não índios não tem nada com isso.

Parei. Quem quer viver isolado sou eu! Isolado destes pensamentos rasos.

Mortes na Faixa de Gaza

Não há guerra civil declarada no Brasil, mas também não tem como nos chamar de país pacífico. Pra você ter ideia, nos 20 dias de guerra entre Israel e Palestina, 1.000 pessoas foram mortas: 50/dia. No Brasil, 50 mil pessoas foram assassinadas em 2012, dado mais recente: 137/dia. Quase 3 vezes mais!

É claro a nossa população é muito maior, mas num país onde não há guerra declarada, este número é absurdo! O Brasil é o 3º país mais violento da América do Sul, o 16º onde mais se mata no mundo.

A situação é tão alarmante que temos 11 das nossas cidades entre as 30 mais violentas do planeta. O Brasil é o país que tem mais cidades nesta lista.

Segundo a UNODC (United Nations Office on Drugs and Crime), 437 mil pessoas foram assassinadas no mundo todo em 2012. Deste total, o Brasil enterrou mais que 10%.

É difícil chegar a vida adulta pra quem nasce no Brasil, principalmente sendo negro, pobre e morador das periferias das grandes cidades. Esta foi uma das conclusões da pesquisa que se provam verdadeiras quando 11 morrem na Maré e está tudo bem; o Amarildo some e está tudo bem; adolescentes são levados por PMs para um local de desova num bairro isolado do Rio de Janeiro de onde 1 acabou morto, mas OK. Vida que segue. Essas coisas acontecem a todo momento, já estamos todos acostumados, calejados.

É claro que alguém tem culpa disso e fica fácil apontar: o Estado e seu braço armado. São eles que além de dizimar seu povo inescrupulosamente, deixam impunes crimes graves de todo tipo - menos quando uma corna e um mal amado contam histórias mirabolantes sobre supostas quadrilhas de vândalos.

Enquanto Segurança Pública for tratada como política e não como um princípio básico, todo ano teremos 50 mil assassinatos no Brasil. O foco nunca está onde precisa estar. Eu e você que está lendo temos grandes chances de entrar nesta estatística absurda, desta realidade difícil de aceitar.

O mesmo vale para a Saúde Pública deste país e a educação dos nossos jovens e crianças, ambas instâncias relacionadas entre as piores taxas do mundo.

No Brasil, não há Copa, Olimpíadas, Deus e muito menos voto que dê jeito. O único jeito é trabalho, honestidade, respeito e amor ao próximo.